Mercedes-Benz Classe X 250: primeiras impressões

10/01/2018


Picape da Mercedes-Benz não revoluciona, mas será uma alternativa mais sofisticada que Amarok, Hilux e Ranger.

É picape. E é Mercedes-Benz. Pode parecer estranho, mas é bom ir se acostumando porque a Classe X chegará no Brasil em 2019 para mexer com o segmento de picapes médias e trazer novos clientes para a marca.

Como você deve saber, a Mercedes-Benz não criou uma picape do zero. A Classe X nasceu de uma parceria com o grupo Renault-Nissan e tem como base a última geração da Frontier, que também foi usada pela Renault na Alaskan.

Então, além de ser uma novata na área, a fabricante alemã tem como desafio provar que sua picape não é uma Frontier/Alaskan vestindo smoking.

É um Mercedes de verdade? Tem aquele refinamento e o conforto dos carros da marca? A resposta não é tão simples assim.

Tabela de concorrentes da Mercedes-Benz Classe X (Foto: Arte/G1)

Retrabalho

 

Os alemães dizem ter avaliado peça por peça do projeto da Frontier e, a partir daí, decidiram se usariam a mesma, se fariam uma adaptação ou se desenvolveriam um componente totalmente novo.

No desenho externo, por exemplo, não há nenhum painel ou peça da carroceria semelhante à Frontier, exceto as maçanetas.

A mecânica foi refinada para aproximar e a sensação de dirigir a um carro da marca, isso inclui reduzir os níveis de ruído e de vibração, que geralmente incomodam passageiros de picapes médias.

A Mercedes-Benz não divulga a porcentagem de peças que foram mantidas e trocadas, alegando que o valor daria a um parafuso e a uma transmissão o mesmo peso – o que seria injusto.

No caso do motor, a questão ganha um toque subjetivo. A base do 2.3 turbodiesel, que equipa as versões X 220 (com um turbo) e X 250 (biturbo), é da Nissan, mas todo o software, calibração e ajuste é da Mercedes-Benz. É um motor diferente ou não?

 

Nova dinâmica

Pelo menos na direção, a Classe X 250 traz características novas para o segmento. Embora o propulsor seja um pouco lento nas respostas e na aceleração, o conforto ao volante é melhor que as picapes médias disponíveis atualmente.

A suspensão recebeu grande atenção e consegue fazer um trabalho notável para deixar a Classe X firme e ao mesmo tempo tratar os passageiros melhor do que a carga na traseira. A arquitetura é a mesma da Frontier - incluindo o sistema de braços múltiplos aliado ao eixo rígido. No entanto, os alemães modificaram as molas e outros componentes.

É claro que não há milagre. Por ser uma picape, ainda é possível sentir o rolamento da carroceria em curvas e “pular” em pistas irregulares, principalmente no banco de trás.

Origem bastarda

Olhando para o interior, é possível perceber vários detalhes dos carros da Mercedes-Benz, como as saídas de ar, a tela multimídia de 8 polegadas naquela posição meio estranha no meio e o confuso touchpad embaixo.

Se você for mais atento ainda, consegue ver outros detalhes que entregam a origem bastarda da Classe X, como a alavanca de câmbio e os plásticos que não são tão refinados. Neste ponto, a novidade fica pouco ou quase nada acima da média do segmento.

Outra característica que vai contra a ideia de chamar a Classe X de um veículo de luxo é a ausência de ajuste de profundidade no volante. Uma escolha que envolveu basicamente o custo para a modificação, segundo executivos da Mercedes.

 

Ainda não decidi, é um Mercedes mesmo?

A resposta depende de qual é a base de comparação. Quem tiver em mente os carros de passeio da marca alemã, vai se decepcionar e dizer que é apenas um Nissan melhorado.

Já quem comparar a Classe X com as demais picapes médias conseguirá ver qualidades que estão acima da média, principalmente no conforto dinâmico e na tecnologia, ficando mais confortável para chamar o modelo de “picape premium”.

Não é que a Mercedes pretende revolucionar o segmento de picapes. Ela está de olho em um novo nicho de consumidores, fãs de picapes e que têm dinheiro pra gastar – o que não é raro de se ver no interior do Brasil. E a Classe X tem qualidades para ficar entre os modelos mais desejados.

 

Quando chega?

No Brasil, a picape Mercedes-Benz começa a ser vendida em 2019, com produção em Córdoba (Argentina).

Como o perfil será mais para ostentar do que para trabalhar, estarão disponíveis apenas as versões mais caras: X 250, com motor 2.3, e X 350, com motor V6 de 258 cv, que ainda está em fase de desenvolvimento mesmo na Europa.

Serão três opções de acabamento: Pure, Progressive e Power. A mais básica é simples e voltada para o uso comercial - deve contar com apenas 15% das vendas.

A Mercedes-Benz ainda vai homologar no Brasil a versão X 220, com o mesmo motor 2.3 da X 250 só que com sobrealimentação simples, que rende 163 cv, porém ela não estará à venda em um primeiro momento - apenas se houver demanda por modelos menos caros.

 



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